
Assumir a relação homossexual de mais de dez anos em entrevista a ÉPOCA, foi, para os sargentos Laci de Araújo e Fernando Alcântara, um ato de despero. Os militares esperavam que a exposição pública do caso poderia inibir a perseguição dentro das Forças Armadas que, segundo eles, havia se tornado insuportável.
A estratégia, embora tenha dado ao Brasil um registro inédito de homossexualismo dentro da caserna, rendeu aos dois inúmeras condenações disciplinares. A pressão fez o então sargento Alcântara pedir baixa do Exército e tomar a decisão de revelar mais detalhes de sua história em um livro.
O livro, que conta a história a partir do ponto de vista de Fernando Alcântara e foi escrito pelo jornalista Roldão Arruda, é uma compilação de relatos da trajetória dos dois. Uma das fontes principais foram as anotações que Fernando mantinha desde o início de 2006, quando começou o que ele chama de "perseguição homofóbica" por parte de militares do Hospital Geral de Brasília, onde os dois trabalhavam.”
G1 / Época
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