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'É como se
estivessem dizendo: existe um mundo velho, no qual não nos encaixamos', diz
filósofo
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‘O movimento que toma as ruas de todo o país ainda não pode ser definido por parâmetros científicos, sociológicos e políticos definitivos. “Estamos diante de uma esfinge. O movimento pode tomar qualquer rumo”, diz, por exemplo, Lincoln Secco, professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. “É um movimento de grande apelo de juventude, no qual há uma linha divisória muito forte. É como se estivessem dizendo: ‘existe um mundo velho, no qual não nos encaixamos, não nos sentimos respirando dentro dele’. Isso até explica a vagueza do movimento e o fato de que se pode ir desde reivindicações típicas de movimentos sociais, como a inicial, a revogação de aumento do ônibus, até questões mais entrópicas, como uma mudança no perfil da cidade”, acrescenta o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP.












