25 maio, 2015

O amor não é prisão. Liberte-se!


Rebeca Bedone, Revista Bula

“O que você faria se tivesse poucos meses de vida?” Um livro me surpreendeu com esta pergunta e me deixou inquieta. Na rotina diária de acordar, trabalhar e cumprir nosso papel social, mal paramos para pensar nessa questão. A não ser que descubramos uma doença fatal, não pensamos no dia em que morreremos.

Afinal, estamos vivos. Mas aí vem alguém e lhe joga esta pergunta, assim, do nada… O que você faria se soubesse que em breve morreria?

24 maio, 2015

“Fale com frequência, mas jamais longamente”


Paulo Nogueira, DCM

"A arte das máximas foi inventada pelos franceses e, entre eles, ninguém excedeu La Rochefoucauld, um aristocrata do século XVII. Ferino, elegante, com um punhado de sentenças ele mostrou como somos uma comédia nem sempre bem encenada.

O maior frasista inglês, Chesterfield, um admirador da cultura francesa que viveu no século XVIII, tem um caráter mais prático em suas frases. Tão prático que ele recomendava ler regularmente La Rochefoucauld para que ninguém esquecesse como é o mundo em que vivemos.

Chesterfield juntou suas reflexões num livro dedicado a seu filho, “A Fina Arte de se tornar um Homem”. Destaco uma recomendação que deveríamos seguir sempre. Não é uma louvação do silêncio, como encontramos em tantos filósofos. Montaigne, por exemplo, escreveu que o silêncio, entre outras virtudes, não causa sede.

Mas é um apelo sintético e realista à moderação. “Fale com frequência, mas jamais longamente.”

Dedico-a a todos os apaixonados pela própria voz."

21 maio, 2015

A tristeza dói. Ser feliz dói mais ainda


Rebeca Bedone, Revista Bula

Viver dói. E não estamos pensando somente nas dores de dente e nem nas cólicas renais que nos desafiam a sorrir. Muito menos na artrose que nos retardam a caminhada. É que sabemos o que está escondido atrás das fotos sorridentes nas redes sociais, das dificuldades de lidar com sonhos frustrados e do silêncio pesado de uma noite mal dormida. Sim, é isso que dói.

Vejamos bem. Começar outra vez não é para os fracos. Sempre haverá críticas e julgamentos sobre a decisão de quem resolveu mudar mesmo não tendo certeza do que está fazendo. Mas precisamos seguir em meio às nossas próprias dores e dúvidas para assumir a mudança. Somente assim iremos atrás de um futuro, mesmo que incerto, mas cheio de vida no presente.

20 maio, 2015

O coração é um tsunami de “sim” e “não”


Rebeca Bedone, Revista Bula

"Você assiste a um jornal na televisão e, lá pela sexta notícia, percebe que até então nada de bom e feliz foi falado. De repente, um terremoto invade seu coração, bagunçando o alicerce da sua certeza. O mesmo sentimento levantou um turbilhão de angústia quando seu olhar foi arrastado pelo tornado impiedoso que levou casas, árvores e vidas. Você se sentiu desmoronar ao assistir aquelas pessoas perderem seus risos e a esperança.

Estamos rodeados por notícias violentas em todas as partes do mundo. Pessoas morrem queimadas e crianças são enterradas vivas. Como entender o que não há explicação? Nessas horas, ficamos paralisados. Sentimo-nos sozinhos, mesmo não sendo sós. Olhamos o horizonte e faltam palavras. Não há luz, nem cores, nem nada.

19 maio, 2015

Marieta Severo: 'moralismo atual é assustador'


"A atriz Marieta Severo decidiu vir a público e protestar contra a onda neoconservadora que assola o País; "Sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual, das igualdades todas. Quando você tem essas conquistas, a tendência é achar que elas estão conquistadas dali para a frente. Quando volta esse moralismo, e esse mundo religioso começa a ditar as regras, é muito assustador", afirma

Brasil 247

Um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, a atriz Marieta Severo decidiu protestar contra a maré neoconservadora que assola o País.

18 maio, 2015

Carta aberta aos canalhas


Eberth Vêncio, Revista Bula

"Aquela história de se julgarem a cereja do bolo, a última Coca-Cola do deserto, a bala de prata do tambor, e coisa e tal, tudo isso é balela. Não subestimem tanto assim o restante do planeta. Podem acreditar: quando revirarem as suas tripas durante uma autópsia — enquanto comentam os peitos novos da papiloscopista ou os resultados da última rodada da Champions League de futebol — não vai dar pra saber que seres humanos incríveis vocês eram, se amavam demais, se odiavam de menos, se tratavam a solidão da maneira mais delicada possível. Porque estar só pode ser também uma escolha, uma espiadela esperançosa através da escotilha de um barco que parece vazar água por todos os lados. Pior de tudo: há matilhas demais a remarem contra.

16 maio, 2015

Gêmeas artistas pintam a 4 mãos e 'lêem pensamento' uma da outra


 Da BBC

"As gêmeas idênticas Marina e Irina Fabrizio continuaram na vida profissional o caminho que começou no berço.

Nascidas no Cazaquistão, ambas se mudaram para a Alemanha, onde se graduaram na Academia de Artes de Duesseldorf.

Há alguns anos, elas decidiram criar suas pinturas juntas, em vez de trabalhar separadamente.

A sintonia da parceria é tamanha que às vezes elas nem precisam conversar durante o processo para completar uma pintura."

15 maio, 2015

O amor é para os atrevidos. Deixe de coisa e vá buscar o seu


André J. Gomes, Revista Bula

"Então fica assim. Para o bem de todos os amantes, para a saúde de todo ser amado, quem quiser um amor verdadeiro vai ter de ir buscar. Esse negócio de esperar no sofá, a TV ligada, o olhar perdido, a vida em estado de suspensão por longos fios de baba enquanto a pessoa perfeita não vem, tudo isso fica revogado até segunda ordem. Desista que do céu não vai cair.

Quer amor? Levante e vá buscar. Não tem delivery, compra por catálogo, encomenda, disque-pizza. Não se pode pedir pela Internet. Faça por merecer!
Aos distraídos de boca aberta, os encalhados na correnteza, os pesos mortos e os zumbis sentimentaloides só chegam moscas, mariposas, lesmas, vermes e outros pequenos bichos. O amor é para quem sabe o que quer e, sobretudo, para quem sabe o que oferecer.

13 maio, 2015

Agatha Christie conta o que é preciso fazer para descobrir o assassino em seus livros

“Na verdade, deve-se suspeitar de todo mundo até o último minuto.”
Camila Nogueira, DCM

"O teólogo e escritor Ronald Knox escreveu uma lista de regras do romance policial. Eram várias, e em geral consistentes. Mas Agatha Christie provou que, ao quebrá-las (contato que houvesse sensatez e verossimilhança), uma escritora de mistério poderia se elevar ainda mais em sua esfera literária. Consagrada como uma brilhante arquiquebradora de regras, Christie enganou seus leitores de modo audacioso em muitos de seus romances mais famosos. Por isso, a escolhemos para ser a estrela de nossa nova Conversas com Escritores Mortos.

Mrs. Christie, o que a levou a escrever romances policiais?

Dizem que todo mundo ama o amor – transporte esse ditado aos assassinatos e terá uma verdade infalível. Ninguém deixa de se interessar por um assassinato.

12 maio, 2015

Não tenha pressa. Mas também não perca tempo com quem não te quer


Rebeca Bedone, Revista Bula

Vivemos entremeados de recomeços. Mudamos de casa, de emprego, de cidade. Tem quem muda os amigos, o amor, os conceitos. Fazemos novas escolhas para juntar os pedaços, ou ajustar os ponteiros. Para respirar o ar menos poluído da hora do ‘rush’, e, também, mais leve de rancores. Há aqueles que mudam por necessidade, e, outros, por simples vontade.

Muitas vezes, mudamos do jeito que dá, e encaramos a nova morada ainda vazia. Faltam sofá, mesa e louça limpa. Faltam também certezas, mas levamos a coragem que carregamos no peito. Porque partimos em busca da felicidade.
No início, nos perdemos um pouco. É normal. Nem sempre a nova estrada é bem iluminada. Mas, mesmo ser saber direito como é o chão em que pisamos, sem pensar demais naquilo que nos impulsiona, seguimos em frente. É como retirar um pincel mágico de dentro do bolso e desenhar a luz que nos deslumbra pela vida.

11 maio, 2015

Cada velho que morre é uma biblioteca que se incendeia


Eberth Vêncio, Revista Bula

"Acendi o cigarro de um bebum e fui pensar naquele provérbio supostamente africano. Nem sempre era assim. Conhecia certos velhotes que, mesmo bem medidos e apurados, não dariam mais que um montinho de folhas secas, de esterco de frango, de absorventes ensanguentados a arderem em chamas no quintal. Homens são incendiários. Tem gente que toca fogo em tudo, vocês sabem. Eu não. Eu preferia inflamar as discussões.

Por exemplo: há poucos dias, fui convidado para um almoço familiar numa cidadezinha interiorana, e que foi deveras indigesto para alguns presentes. Pra mim foi quase tudo hilário. Enquanto eu digladiava com uma chuleta que mais parecia ter morrido de tétano, três irmãos sexagenários ligeiramente entorpecidos com cerveja confidenciaram-me que não cumprimentariam, muitos menos, conversariam com um caquético velhote que sorria com cara de paisagem do seu moderno catre sobre duas rodas, como se não beirasse os mil anos de idade, como se ainda possuísse dentes originais para mastigar tanta carne de pescoço, como se pudesse tirar outras modalidades de proveito de uma estupenda cuidadora, uma morenaça cor-de-picanha-bem-passada que me fez viajar na maionese ao ponto de me iludir “nunca vou ficar velho”.
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