Isto é bom que dói!: Notas sobre popular e erudito

“Notas para um ensaio sobre o popular e o erudito na música brasileira

Como se laçam ou desenlaçam o popular e o erudito na música do Brasil? Escolho um título que homenageia Xisto Bahia, um dos primeiros militantes da canção brasileira (final do século XIX), sendo esse um de seus sucessos, aliás utilizado como chamariz para biscoitos supostamente mais finos tais como "Quis debalde varrer-te da memória".

A reflexão sobre interfaces entre popular e erudito na música do Brasil não pode fazer de conta que esses são dois conjuntos independentes. Na verdade são dois conceitos multifacetados (e às vezes esdrúxulos) que talvez devam ser encarados como ficções, úteis como sinalizadores gerais, afinal Carlos Gomes não é Riachão.

Especialmente no caso do Brasil, não se pode pensar numa situação binária - erudito versus popular. E, mais importante ainda, não se pode garantir que a erudição venha sempre do lado da Europa. Por exemplo, no que diz respeito à complexidade rítmica, o material africano que chega ao Brasil tende a ser bastante sofisticado, apontando na direção de uma outra espécie de erudição.”
Paulo Costa Lima, Terra Magazine
Artigo Completo, ::Aqui::

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