Pesquisa nega fama de esperto de carioca

“Malandragem, dá um tempo. Mané é quem continua a apregoar que o carioca é o rei da malandragem, como ficou comprovado na comparação dos números de casos de estelionato registrados em 16 capitais do Brasil. Esta foi a maneira que O GLOBO encontrou de descobrir se quem nasce e/ou vive no Rio faz jus à fama de "espeeeerto" e 171, número do artigo da lei que enquadra aquele que tenta "obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento".

E não deu Rio na cabeça: com uma população de 6.093.472 habitantes, segundo o IBGE, em 2007 a cidade teve registrados 13.319 casos, o equivalente a 218,57 por cem mil habitantes. Perdeu, playboy - para os curitibanos (que registraram taxa de 391,45 por cem mil habitantes), para os goianos (376,49) e para os catarinenses de Florianópolis (261,13).

Aprendiz, o estudante Luís (nome fictício) foi reprovado em malandragem: ele estava num orelhão em Vila Isabel, quando um senhor de uns 50 anos o abordou para vender um videogame, sem nota fiscal, por um preço mais em conta. O rapaz não tinha o valor total, mas concordou em dar o seu próprio videogame, de modelo antigo, mais R$ 100 pelo novo.”
Paula Autran, O Globo
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