Há algo de podre na indústria das formaturas

“Prezados milhares de leitores. Imagino que entre vocês existam muitos que tenham passado pessoalmente ou indiretamente por uma formatura recentemente. Não era o meu caso, até a semana passada. Possuo um talento incomum pra não ir a batizados ou casamentos, e uma impaciência crônica para com eventos desprovidos de significado, tais como almoço de federação das indústrias, concertos de rock e, especialmente, formaturas.

Na semana passada rompi essa regra para assistir ao meu amigo Genivaldo Leite se formar no Ensino Médio, na escola pública onde estudou. Eu iria ao batizado do Genivaldo, a não ser que ele se batizasse naquela seita do bispo, e muito provavelmente aceitaria o convite para assisti-lo discursar na Fiesp, tal o prestígio do Genivaldo entre os moradores do meu ex-prédio, ali na chique e ruidosa Vila Nova Conceição.

Eu tinha recém chegado em São Paulo, uma experiência mais do que dramática, podem acreditar. Estava morando no apartamento de uma amiga que tinha ido para Espanha, enquanto arrumava um lugar pra chamar de meu. Acordava com a tensão natural dos neo-paulistanos, olhava para o mundo lá fora com muita dúvida sobre a escolha que eu tinha feito, de vir para cá. O Genivaldo deu um jeito nisso.”
Marcelo Carneiro da Cunha, Terra Magazine
Artigo Completo, ::Aqui::

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About Antonio Ferreira Nogueira Jr.

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5 comentários:

Anônimo disse...

Um artigo assim merece o seguinte comentário. Essa pessoa que escreveu esta recebendo salário para escrever isso ? Pobre do Pagador . E ao blogueiro, da próxima, faz realamente um texto, não esse lixo...

Anônimo disse...

O que dizer? um lixo...

DINA disse...

Nossa Senhora... o que esse cara disse ?......
Prefiro nem entender.....

Trabalho disse...

Eu entendo perfeitamente o que ele está dizendo.... Há 10 anos atrás eu morava em uma pequena cidade do interior de SP, Pederneiras e ali ganhava a vida como fotógrafo autônomo. Uma das ocasiões mais importantes do ano para mim eram as formaturas. Eu ia nas escolas e conversava com a diretora pedindo autorização para fotografar os formandos.... Conseguia ganhar meus trocados com isso... Até que começaram a aparecer essas "empresas de formatura". Elas literalmente COMPRAVAM os direitos de fotografar e filmar toda a formatura. Eu soube que essas empresas ofereciam interessantes "donativos" para a escola a troco de ter exclusividade para fotografar e filmar a formatura. É uma indústria milionária... Voces não imaginam.... E o preço que os alunos recé-formados pagam é gigantesco... Foi assim que minha carreira de fotógrafo autônomo foi se acabando.... Mas bola pra frente... Hoje estou na capital de SP e encontrei muitas novas e recompensadoras oportunidades (fora da área da fotografia, diga-se de passagem).

Dani Edson

Anônimo disse...

Acabo de me graduar e fiz parte da comissão de formatura, e umas de nossas exigências para escolha da empresa de formatura era de que fosse liberada a entrada de máquinas fotográficas e filmadoras na festa. Hoje em dia, todo mundo tem sua câmera digital, claro que não possui a mesma qualidade das máquinas profissionais, mas o que importa é o momento que está sendo registrado. Dessa maneira resolvemos o problema com os fotógrafos mercenários, que queriam cobrar a "bagatela" de R$ 1950,00 por álbum com cerca de 20 fotografias...