
A cada dia que passa, mais e mais pessoas se entregam ao nefasto e persuasivo ato de esquecerem de si próprias, como se a alienação fosse uma "virtude" - para não dizer "necessidade" - social. Para muitos, é mais fácil e seguro ser uma besta alegre e sorridente.
Isso me veio à cabeça no momento em que eu saí do estádio do Morumbi, na última quinta-feira, após assistir ao espetáculo que Madonna acabava de apresentar. Escrevo "espetáculo" porque o que ela faz não é um show, e sim uma espécie de evento multimídia, em que músicas, coreografias e imagens são jogadas em um único caldeirão. O grande lance é que cada um desses elementos recebe um tratamento impecável, embora frio, com muito pouco espaço para o inesperado.
A abertura desta "celebração", a cargo do (ótimo) produtor Paul Oakenfold bancando o DJ, foi uma vergonha, já que o cara fez uma discotecagem totalmente 'pizza de mussarela', com um repertório pra lá de óbvio - Rihanna, Red Hot Chili Peppers, White Stripes -, coisa que até mesmo um escoteiro adolescente seria capaz de fazer. Seria um mau presságio do que viria a seguir?”
Regis Tadeu, Yahoo! Brasil
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