Livros para você resistir a 2009

“Entremo! Não teve jeito e cá estamos, no que parece ser 2009. Acho que cada um de nós tentou esticar 2008 ao máximo, como se fosse uma tarde de sol em uma praia tropical; mas como qualquer tarde, especialmente as melhores, em algum momento, por mais que a gente finja que tudo segue normal, que aquela luz ao fundo é sim o sol, mesmo que pareça fluorescente pra caramba, ela se vai. E 2008 se foi.

O medo é que esse tenha sido o último de uma espécie rara, a dos bons anos no Brasil. Crescimento alto, inflação baixa, ninguém revogou a minissaia, Grêmio na Libertadores, quase perfeito. Seria perfeito se não tivéssemos um 2009 desses aparecendo no horizonte.

Mas, como os tempos de crise também são tempos de reflexão, de voltar-se para dentro, a humanidade formada por você, eu, e o senhor aqui ao lado, aproveita para deixar de lado o sonho da tevê de LCD própria e compra livros. Livros, sim, eles mesmos. Idéias acumuladas, entretenimento sem uso de energia elétrica, alma e sonho se juntando em tinta sobre papel! Portáteis, intercambiáveis, encontráveis até mesmo de graça, nesses templos pouco freqüentados chamados bibliotecas!

E, para contribuir nesses tempos de incerteza, protegendo vocês das listas da Veja, aqui vai ela, a única, a inigualável, a insuperável lista de livros do Marcelo. Leituras que vão transformar 2009 em um piquenique. Leiam e vejam!

Comecemos com os clássicos. Leiam ou releiam Reinações de Narizinho. Nada é ou podem ser tão bom, confiram. Aproveitem pra ler Tom Sawyer e lembrar porque já foi bom ter sido criança. Huckleberry Finn, talvez o maior romance americano, fora o final esquisito. Os Rebeldes, do William Faulkner, um menino, um rapaz, um outro rapaz, um bordel, um automóvel e um cavalo de corrida, tudo isso no Mississippi em 1904. Todos os livros com o Comissário Maigret, do Georges Simenon, para aprender o que são diálogos perfeitamente construídos. Ahhhh, A Ilha do Tesouro! Naquela edição lindamente ilustrada por um amigo meu, François Place! Podem ler todos os quatro livros do melhor americano dos últimos 50 anos, J.D. Salinger. Nove Histórias é pra ler de joelhos. O Ardil-22 é um grande, enorme livro de um escritor que acertou em cheio uma vez, Joseph Heller. A guerra é um enorme absurdo e ele prova. Existe um outro grande livro de um escrito que acertou em cheio uma vez, Galvez, Imperador do Acre, do Marcio Souza.”
Marcelo Carneiro da Cunha, Terra Magazine
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