O buriti

"Peixe dormente,
navega nas folhagens.
Seu amarelo queimado,
(sem barbatana ou guelra).
Sobre a terra navega
e brilha, como a carne,
suas intempéries.
Não como o ouro
(ou a gema
do ovo).
Fulgor, apenas.
Everardo Norões (Buriti)

Buriti (Mauritia vinifera), também conhecido como muriti ou muruti, para os índios era iri'ti. Trata-se da mais alta palmeira do Brasil, chegando a 35 metros de altura. Dela, tudo se aproveita. Das folhas grandes e brilhantes, em forma de leque, se extrai uma fibra usada na confecção de balaios, cestos, cordas, esteiras, mantas, redes, urupemas. Os frutos (que têm o mesmo nome da palmeira) nascem a partir de flores que aparecem de dezembro a abril, em grandes cachos de até três metros; são coquinhos amarronzados com duras escamas que vão escurecendo, à medida que amadurecem.

Na colheita, recomenda-se cortar o talo com facão bem afiado, para não machucar a palmeira. Dentro dos coquinhos está sua polpa amarela, carnosa, doce, oleosa. Para retirar a polpa, é preciso antes amolecer aquelas escamas, mergulhando em água morna ou abafando em saco plástico. Da polpa se fazem creme, doce, geléia, paçoca (misturando às raspas um pouco de farinha de mandioca e de rapadura), raspas (polpa raspada posta ao sol para secar), sorvete, refresco e licor.”
Lecticia Cavalcanti, Terra Magazine
Matéria e uma receita Completa, ::Aqui::

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