
pianista.
Ela passou cinco anos na fronteira da Mongólia num um campo de reeducação onde, graças a algumas cúmplices, conseguiu aperfeiçoar às escondidas a sua habilidade com o piano: a mãe lhe mandou o instrumento e, com ele, a chinesa e seus colegas realizaram um singular e emocionante concerto.
Para a sorte deles, a Revolução Cultural foi tão bem-sucedida que o temido diretor do campo sequer reconheceu Tchaikovski, Dvorak ou Rachmaninoff — proibidos junto com toda música ocidental.
Xiao-Mei foi uma das poucas que resistiram à Revolução Cultural, que durou de 1966 a 1976 e deixou uma geração perdida na China.
Em 1979, com a abertura que se seguiu à visita de Isaac Stern ao país, conseguiu partir para os Estados Unidos. Perdida na cultura ocidental, Xiao-Mei encontrou refúgio nas obras-primas de Johann Sebastian Bach, as Variações Goldberg — que curiosamente abrem a porta à obra do pensador chinês Lao Tse, censurada pela China maoísta.”
JB Online
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