Quando a inocência leva a pior

Eduardo Tessler, Terra Magazine

“Desligue a Internet quem nunca temeu pelo pior ao cruzar com outra pessoa em uma rua escura, vazia, silenciosa. Parece que uma voz avisa: "chegou a sua vez, vá tirando o relógio e o dinheiro". Mas na grande maioria das vezes, apesar dos batimentos acelerados do coração a cada metro mais próximo, tudo não passa de uma sensação de medo que - por sorte - transforma-se em alívio logo que o outro indivíduo cruza sem sequer uma troca de olhares, às vezes também apavorado pelo mesmo temor.

Outras vezes a situação é radicalmente oposta. Acredita-se que todo o mundo é inocente e, quando menos se espera, a malandragem se revela. É um assalto, uma traição, um movimento em falso no universo proibido.

Tudo surge da lógica de que todos nascem inocentes, mesmo os bichos. E não há razão - a priori - para que o quadro se altere. Ou seja, no mundo de Poliana, todos os dias têm sol. Os governantes trabalham, não há corrupção, no ônibus tem sempre um lugar vazio, os voos saem precisamente no horário e até os flanelinhas são educados e se contentam com poucas moedas. Só que as sociedades são diferentes, as convenções sociais variam de grupo a grupo. E nem sempre os inocentes são tão inocentes assim.”
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