Eu + Você = ?

Ana Elisa Ribeiro, Digestivo Cultural

“Desde que nascemos, escutamos muitas coisas a respeito das relações com o "sexo oposto" (vejam só que expressão curiosa!). Mais influentes do que as histórias que escutamos são as que vemos e vivemos. Nas relações entre tios, pais, vizinhos e amigos temos alguma noção e até fazemos julgamentos sobre o que seja um namoro, uma paquera, uma abordagem afetiva ou um casamento. As relações de amor e poder que vivemos em casa talvez ajudem a definir (e a desdefinir) o que faremos e seremos quando constituirmos nossos lares, que talvez nem cheguem a ser isso. Nossa propensão ao desleixo, nossa tendência ao desarrazoado, nossa vontade de sexo, nosso infinito respeito ao outro, nosso jeito de pedir, nosso modo de ser a dois estão ligados aos modelos que tivemos.

Essas histórias presentes e futuras não vêm do nada. Elas são embrionárias em histórias passadas que terminaram por nos unir ou desunir, por nos tornar menos ou mais passíveis de amor, de abordagens, de vínculos. Não estávamos, no entanto, determinados a ser bons ou maus amantes. Estávamos influenciados, de alguma maneira. Ainda bem que é possível aprender, gostar e melhorar. Sabemos, no entanto, que é necessária uma força muito intensa para que isso ocorra.

Conheço gente que mudou muito com o tempo. Largas décadas foram necessárias para que aquela agressividade imensa fosse dissipada e se tornasse uma paciência quase inacreditável. Sei de gente que passou a se cuidar mais e melhor, barba, cabelo e bigode, para agradar a parceira. Ela, por sua vez, deixou de lado umas picuinhas e ficou mais doce. Sei de gente que arranjou emprego, voltou a estudar, passou no concurso, mudou de endereço, deu uma guinada na vida, só para acompanhar uma pessoa que valia a pena. Esta pessoa, por sua vez, também se influenciou pela outra, claro.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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About Antonio Ferreira Nogueira Jr.

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1 comentários:

Anônimo disse...

the opposite is also true.. in fact, in our generation, there are more stories of partners that destroyed each others' lives, but like anything else, both are to be blamed for the consequences they all experience!