Publicação de Salvador (Bahia) é precursora no conceito de ‘jornal de rua’ no NE

"A história de um jornal produzido e vendido por sem-teto de Salvador (Bahia) traz consigo a trajetória de uma vida dedicada à missão de viver o mesmo cotidiano das pessoas em situação de rua. O espírito missionário do monge francês Henrique Peregrino da Trindade, radicado no Brasil há mais de 25 anos, fez com que a Arquidiocese de Salvador cedesse, em 2000, o prédio da Igreja da Trindade, uma construção do século XVIII que estava abandonada. Lá, foi organizado um espaço de acolhimento no qual vivem, hoje, cerca de 50 pessoas, sendo 35 na própria igreja e 35 no entorno. "É uma vida mesmo de comunidade. Almoçamos, trabalhamos, oramos juntos. A gente aprende a reconhecer nossos limites", diz o Irmão Henrique, como é conhecido.

Na busca por fontes para sustentação econômica, ele conduziu um grupo de pessoas na organização de um jornal, o "Aurora da Rua", que inicialmente tinha a função de geração de renda, complementando as outras atividades desenvolvidas pela comunidade.

No entanto, os principais interessados, aqueles que eram acolhidos na Comunidade da Trindade, viram que a publicação poderia dar margem à projeção de outro aspecto importante: a visão hegemônica que a sociedade tinha deles não espelhava em nada a imagem que produziam de si. Segundo Henrique, além de fortalecer as pessoas para assumir uma vida independente, esse "olhar particular" das pessoas em situação de rua foi a motivação que faltava para iniciar a produção do jornal, cujo nome vem de uma poesia de sua autoria.”
Adital
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