USP: 75 anos de histórias várias

Elisa Andrade Buzzo, Digestivo Cultural

“Quando tentei entrar no departamento, fui barrada, vai onde? Boa pergunta, quase respondi. Vinha matar as saudades, não sei ao certo, rever as salas de aula, os murais, as carteiras e aquele clima intacto de década de 1970. Minhas asas foram cortadas em pleno voo e o segurança nem ligava, ordens eram ordens e não havia espaço para piedade com uma ex-aluna. Dá até pra entender essas medidas de segurança, há loucos soltos pela Universidade de São Paulo, você às vezes topa com eles na Praça do Relógio, no Bandejão Central, e não há como fugir. Melhor impedi-los de entrar.

Ainda assim, a USP é generosa, pois mesmo quando te fecha uma porta, ela te abre outras janelas, te apresenta pessoas que vão mudar radicalmente sua vida. Lembra da escadaria da FFLCH? Dos bancos da Matemática? Do Mickey na Física ou do Cinusp? Sempre há recantos de amor e estudos marcados em cada um que passa por uma cidade universitária. Velhas histórias às vezes tão atuais. Ou banais. O dó é não poder mais comer no bandejão. Mas tem, logo ao lado, o Super Hot Dog, o melhor cachorro-quente de São Paulo. Portas e janelas disponíveis.

São anos de convivência, e descubro que ainda há muito para se conhecer na Cidade Universitária Armando de Oliveira Salles neste seu aniversário de 75 anos. Fiquei empolgada quando soube que haveria uma exposição de fotografias da época de sua construção. Corri para o Memorial da América Latina, já que a mostra tinha duração de uma semana (de 26 de janeiro a 1º de fevereiro). USP em obras: a construção da Cidade Universitária, organizada por Maria Arminda do Nascimento Arruda, Lilia Moritz Schwarcz e Plínio Martins Filho, contava com 60 fotos, dentre elas 43 inéditas tiradas por um desconhecido funcionário que acompanhou as obras na década de 60.”
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