A Crise da música ― Parte 1

Rafael Fernandes, Digestivo Cultural

“Não é de hoje que o mercado da música está em crise. Se há alguns anos o papo era "salvar" a indústria, hoje já se vê que não há salvação ― ao menos para a forma como a conhecíamos. Agora a pergunta é: ainda é possível fazer a música gerar dinheiro? A resposta provável: sim. O problema é como e quanto ganhar. Em busca de caminhos, conceitos como permissão, facilitação e disseminação cada vez ganham mais força. Fazer com que as pessoas conheçam a música e achem com facilidade o que querem, com poucas restrições.

Também é preciso oferecer ao consumidor uma saída de compra legalizada, facilitada ― sem qualquer tipo de complicação ou entrave ― e a um preço atrativo. O iTunes conseguiu isso unido um hardware "cool" a uma compra segura e rápida. Recentemente avançou e baniu o DRM, esse absurdo que agride o comprador legítimo. Punir o usuário legal, seja com DRM ou proteção anticópia é uma estupidez sem tamanho. Castigam quem devia ser premiado.

A internet é tida como vilã, mas é preciso lembrar que com as rádios e TV dominadas pelo jabá e pelo comercialesco, a Web ajuda os amantes da música que querem novas opções. Parece também ser necessário oferecer vários tipos de serviço, diversificá-lo, como compra avulsa e assinatura, e em vários formatos, como premium ou até mesmo free. Dar várias opções para que o consumidor escolha o que é melhor para ele. O streaming é a palavra do momento, já que há a tendência de as pessoas fazerem menos downloads, privilegiando o consumo diretamente online, como no MySpace, YouTube, Last.fm e outros.”
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