
“Sobre Clodovil, o homem de TV, eu não tenho muito a dizer. Lembro de seu momento como conselheiro de moda, no TV Mulher da Globo, nos anos 80, exibindo grande habilidade para fazer rápidos croquis de suas sugestões.
Não me lembro jamais - pode ter sido coincidência, uma coincidência de décadas - de tê-lo visto feliz.
Pessoas felizes são simples assim: exalam felicidade, contagiam, fazem os outros se sentirem bem. Falei da Hebe semanas atrás. Um bom exemplo. Pessoas felizes não passam todo o tempo tentando provar de maneira agressiva que são muito mais felizes que os outros.
Todas as vezes que vi o Clodovil no ar ele estava se defendendo. Dizendo-se realizadíssimo, não devedor de nada, senhor absoluto de todas as verdades, atacava terceiros todo o tempo. Sabia de coisas desse e de outros mundos.Dizia-se feliz, muito feliz.
Não me lembro de tê-lo visto sorrir.”
Foto: José Cruz / ABr
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