CNBB reafirma que homossexual não pode ser padre

Documento ressalta que o celibato é exigência da Igreja e reafirma que homossexuais não devem ser ordenados

José Maria Mayrink, O Estado de São Paulo

O documento Diretrizes para a Formação dos Presbíteros , aprovado nesta quarta-feira, 29, na 47.ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se encerra na sexta-feira em Itaici, município de Indaiatuba (SP), dá ênfase à dimensão humano-afetiva dos seminaristas, ressalta que o celibato é exigência da Igreja e reafirma que, por orientação da Congregação para a Educação Católica, do Vaticano, homossexuais não devem ser ordenados padres.

O texto do episcopado, ao qual o Estado teve acesso em sua terceira versão, será divulgado depois de autorização do papa Bento XVI, nos próximos meses, para só então entrar em vigor. Sem grandes novidades conceituais em comparação com as diretrizes aprovadas na assembleia de 1994 e referendadas, no ano seguinte, por João Paulo II, o novo documento é mais extenso e dá maior espaço a questões como a formação intelectual, a prática pastoral e o amadurecimento psicológico.

Ao enumerar os desafios que o presbítero - chamado de padre na tradição popular, como observa o texto - enfrenta, os bispos alertam que a Igreja está vivendo "uma mudança de época que, além de alterar paradigmas estabelecidos, questiona, prescinde ou nega os valores de muitas instituições". No campo afetivo, "percebem-se mudanças no modo de as pessoas se relacionarem, com a reinvenção dos vínculos amorosos e da transformação da intimidade..."
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