Justiça desvalorizada

Rui Martins, Direto da Redação

“Aquela conclusão popular de que prisão é só para gente pobre e que rico pode pintar e bordar sem qualquer perigo é verdade batida e chapada.

Getúlio dizia “para os amigos tudo, para os inimigos a lei”, mas como ele mesmo dizia, “a lei, ora a lei”. A lei nua e crua é para a massa e sobra também para a classe média. Não é muito diferente aqui no Exterior, mas no Brasil parece ser o extremo total. Quem tem dinheiro, mesmo que seja roubado, para pagar uns 50 mil a cem mil reais para um advogado elaborar um bom habeas-corpus pode enganar deus e todo mundo, que nunca será preso. Pimenta Neves, ex-diretor do Estadão, e Paulo Roberto de Andrade, dono da falida Boi Gordo, que o digam.

Mas quem nos interessa agora é o filho de fazendeiro da região de Botucatú, de Pardinho hoje Santa Cruz do Rio Pardo, que, depois de ter tirado o dinheiro de cerca de 34 mil pessoas, uma versão nossa, tupiniquim, das pirâmides ou correntes de Bernard Madoff, de ter desviado uma boa parte para as Ilhas Caymãs, tem uma alegre e desprecocupada vida de rico, enquanto o processo de falência da Boi Gordo se arrasta no Forum de São Paulo, sem qualquer esperança dos investidores recuperarem uma parcela do dinheiro.

Paulo Roberto de Andrade se beneficia de um habeas-corpus, que lhe garante aguardar em liberdade até transitar em julgado sua condenação pela justiça penal paulista que o tinha condenado a quatro anos de prisão, reduzido em apelação para três. O relator do Supremo Tribunal Federal argumentou que constitui constrangimento prender o ex-dono da Boi Gordo, antes de transitar em julgado sua sentença, embora não tenha ficado claro quanto tempo vai levar ainda para que transite em julgado. A decisão quanto ao mérito deverá ser tomada pela Sexta Turma do STF, mas não se sabe também quando isso ocorrerá.”
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