Leite da vaca ou leite da mãe?

Rui Martins, Direto da Redação

“Foi quase por acaso que descobri a notícia e aproveito para louvar o trabalho dos colegas da Agência Câmara e igualmente o governo responsável pela criação desse serviço, que permite-nos acompanhar o trâmite de projetos de leis ou emendas na Câmara. Existe um serviço similar de informação no Senado.

Acompanhei há alguns anos a luta que se travava, em Genebra, na Assembléia Mundial da Saúde, para se evitar que grandes multinacionais desistimulassem o uso do leite materno em favor do leite maternizado. O Brasil tinha ação de linha de frente e se contrapunha aos grupos que controlam o mercado do leite em pó para crianças principalmente em países menos desenvolvidos e conseguem convencer as mães, de maneira indireta, como proteção do busto feminino, comodidade e daí para frente, a usarem a mamadeira tão logo nasça o bebê. Em muitas maternidades, a mamãe recebe como presente todo um kit ou equipamento para amamentar seu bebê dessa maneira.

Em países desenvolvidos, os europeus e na Suíça por exemplo, essa ação de marketing ou de marqueteiros que chegam a agir em colaboração com maternidades é proibida. A Organização Mundial da Saúde nessa assembléia citada confirmou orientações já dadas pela Unicef em favor do aleitamento materno e recomendou aos países participantes a adoção de leis proibindo a amamentação por substitutivos maternizados, pelo menos até os seis meses do bebê.

Além de ser uma constatação científica que o leite materno protege o bebê de uma série de infecções e mesmo de doenças no futuro, esse incentivo ao aleitamento materno tem repercussões na própria economia do país, já que bebês mais sadios e menos propensos a doenças significam menos despesas com a saúde pública. Fala-se também que dar o seio ao bebê evita o câncer da mama, enquanto bebês alimentados com leite não materno têm propensão para a obesidade.”
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