Para a história não virar ruína

Paulo Nassar, Terra Magazine

“Os recentes acontecimentos no Congresso Nacional, na triste lambança das passagens aéreas, ou no Supremo Tribunal Federal, STF, no bate-boca de ministros ao vivo em rede nacional de televisão, já são más memórias, que, por sua vez, alimentarão ruínas institucionais, com reflexo na sociedade, pela importância dessas instituições, Poderes da República: o Poder Legislativo e o Poder Judiciário.

Estas instituições já tiveram, em tempos passados, suas liberdades cerceadas por defenderem a democracia, seus líderes e seus instrumentos. Hoje deveriam ser automaticamente identificadas com as garantias de segurança social, econômica e jurídica, vitais e básicas para que se acredite e invista no país.

Como contraponto às memórias ruins, há lembranças memoráveis como o momento em que, no Congresso, Mário Martins, em 24 de maio de 1961, renunciou ao seu mandato de deputado federal por divergências partidárias. Ou a atuação do Deputado Federal Márcio Moreira Alves, cassado pelo AI-5, quando o presidente Costa e Silva decretou o recesso do Congresso Nacional, que se prolongou até outubro de 1969. Ali foram presos diversos jornalistas e políticos opositores ao governo, entre eles o ex-presidente Juscelino Kubitschek, o ex-governador Carlos Lacerda e vários deputados federais e estaduais da Arena e do MDB.

Da mesma forma, é no ambiente do STF que se dão as discussões contemporâneas de questões de suma importância ligadas, entre outras, à bioética, a demarcação de terras indígenas etc., exemplos pinçados para apontar a importância dessas instituições, cujos membros parecem fazer um trabalho diário para que sejam percebidas como incompatíveis ou descoladas da sociedade.”
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