Carne de cavalo

Lecticia Cavalcanti, Terra Magazine

“O cavalo é o mais elegante dos animais. E um dos mais antigos também. Seu mais remoto ancestral, o "Hyracohteriun", viveu há sessenta milhões de anos. Do gênero Equus, é da mesma família do asno e da zebra - embora, quando cruzem entre si, produzam híbridos (não férteis) como a mula.
No início, para o homem, foram apenas alimento; até que, aos poucos, acabaram sendo domesticados. Passaram então a ser úteis na agricultura e no transporte - puxando carroças, carruagens e até bondes. Em montarias, também, chegando a ter grande importância nas guerras. Bucéfalo, o cavalo de Alexandre, o Grande, o acompanhou em todas as suas conquistas. Vizir levou Napoleão, de Paris a Moscou, e ali suportou temperaturas de até 60º abaixo de zero; depois, derrotado, fez o percurso de volta, de Moscou a Paris (1812).

No exército, ainda hoje, se chama "unidade de cavalaria" aos equipamentos que substituíram esses cavalos. Faltando lembrar que nenhum outro animal se presta tanto à prática de esportes - corrida, pólo, equitação. Não só isso. Ajuda também na recuperação da coordenação motora de deficientes físicos (equoterapia).

Por ter tantas qualidades, ou só por preconceito quem sabe, venha talvez o desprezo por comer sua carne (hipofagia). Esse preconceito vem desde o início das religiões. Judaísmo, Islamismo e Budismo simplesmente proibiam seu consumo. Também a Igreja Católica, ao tempo do papa Zacarias (século VIII) - pela preocupação com a crescente popularidade das festas pagãs, onde essa carne era largamente consumida. Depois passou-se a permitir seu consumo apenas em períodos de escassez de alimentos.

"Um cavalo dá de comer a duzentas pessoas", assim escreveu Leonardo da Vinci em seu "Caderno de Cozinha". Recomendando até uma sopa de cavalo - "a melhor maneira de ingerir um cavalo é esta: deve-se prepará-lo como a sopa de vaca, mas no lugar de três cenouras, três cebolas". No aspecto, a carne de cavalo é semelhante à do boi, embora mais gordurosa, de cor mais intensa, e de sabor mais forte e adocicado.”
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1 comentários:

leladovale@hotmail.com disse...

ola leticia, boa tarde!
sou estudante de zootecnia e tenho muita curiosidade em estudar carnes e cortes de equinos.
li alguns artigos seus em sites da area e gostaria de saber, da onde tira suas conclusoes. tem algum autor, ou referencia que possa me passar para me ajudar em meus estudos??
foi um prazer!
gabriela