Coisas da Política - Ação imediata contra o perigo

Mauro Santayana, JB Online

“A Polícia Federal e as autoridades estaduais começam a desmantelar o movimento neonazista que se articula no Sul do país. Não se trata de uma manifestação de enfermidade mental, apenas. Além das várias demonstrações de brutalidade de jovens tatuados com a suástica, contra negros e mestiços, são cometidos assassinatos, como ocorreu recentemente em um subúrbio de Curitiba. Membros desses movimentos planejavam atentados contra sinagogas, e assassinatos de judeus e negros. O governador Roberto Requião, diante do fato, tomou medidas imediatas, determinando à polícia que identifique os grupos neonazistas e encaminhe os seus responsáveis à Justiça.
O problema não é novo, e remonta aos anos 30, quando os nazistas se organizaram de tal forma, na região, que mantinham mais de mil escolas e várias estações de rádio. Um gauleiter do Partido Nazista exercia abertamente as suas funções de delegado de Hitler. Poucos lustros depois da derrota do nazismo, voltaram a rearticular-se.

Ampliaram agora sua ação, fomentando o separatismo do Sul, sob o pretexto da presumida superioridade da raça branca, que é maioria na região. Entre muitos descendentes de alemães e poloneses remanesce o antissemitismo como manifestação atávica de ódio. Entre os italianos, há ainda os saudosistas do fascismo, que se correspondem com os neofascistas da Legga Lombarda. Os projetos de separatismo são mais graves do que muitos imaginam. Eles se baseiam no antigo projeto de Hitler, de construir, no Sul do Continente, e a partir do Paraná, uma Germânia Austral, que englobaria também a Argentina, parte do Paraguai e da Bolívia, e o Chile.

Sempre que há notícias desses movimentos, costumamos balançar os ombros, uns, e sorrir, outros. Não podemos imaginar que eles possam crescer e ameaçar a unidade nacional. É melhor não menosprezá-los. Temos que os localizar, identificar seus líderes, impedir sua articulação, neutralizá-los, enquanto é tempo. Estamos cometendo o erro de transformar a sociedade brasileira em um arquipélago de falsas etnias. Asseguramos aos índios direitos que são negados aos outros brasileiros, entre eles, o do acesso à terra necessária à sobrevivência. Reconhecemos a algumas povoações, sob o pretexto de que são remanescentes dos antigos quilombos, propriedade sobre áreas muito mais amplas daquelas que realmente ocupam e nelas trabalham.”
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