Convivendo com a Gazeta e o Fim de Semana

Julio Daio Borges, Digestivo Cultural

“Na época da faculdade, a Gazeta era o jornal de quem queria trabalhar em empresas de consultoria ou bancos. Você ia participar dos processos de seleção e lá estava o exemplar do dia, logo na recepção. Nas entrevistas, todo mundo dizia que lia. Podia até ser mentira, mas conferia sempre algum prestígio. Era antes do ano 2000, não havia Valor Econômico.

Influenciado por esse ambiente, comecei a ler o caderno "Economia", do Estadão. Durou pouco tempo, porque o interesse não era genuíno.

A Gazeta eu fui ler, com mais atenção, quando fiz meu primeiro estágio de verdade, numa empresa de consultoria. Confesso que não lembro, agora, de nada do "hard news" de então, mas lembro bastante do "Caderno Fim de Semana", o caderno de cultura editado pelo Daniel Piza.

A empresa em que eu trabalhava, depois de alguns meses, incorporou um novo sócio, considerado, anos seguidos, o "melhor executivo do Brasil" (pela Exame). No dia do anúncio da nova sociedade — que inclusive mudaria a empresa de nome —, muitos estavam em polvorosa, porque esperavam ser manchete... na Gazeta Mercantil.

Deixei de ser estagiário na tal empresa, mas continuei comprando a Gazeta, na sexta-feira, por causa do "Fim de Semana". Foi ainda como estagiário que li sobre a morte do Paulo Francis na Gazeta Mercantil: um texto do Daniel Piza que acabava com "meu afeto, por você, jamais se encerrará" (evocando o livro de memórias do próprio Francis).

Andava tão emocionado que, naquele mesmo dia, enviei um fax exaltado ao Daniel Piza (o e-mail era incipiente ainda). O Daniel, mais moderno do que eu supus, respondeu com uma mensagem eletrônica amigável e iniciamos uma correspondência a partir dali.”
Artigo Completo, ::Aqui::

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