A Copa em questão

Mair Pena Neto, Direto da Redação

“A Copa do Mundo de 2014 será no Brasil, as 12 cidades sedes já estão definidas e não adianta mais chorar sobre o leite derramado. Mas algumas questões merecem ser levantadas, mesmo que não interfiram mais no cenário traçado pela CBF e a Fifa.

A primeira, e que mais me intriga, é a escolha de Brasília como uma das cidades que abrigará jogos da Copa. Brasília não possui a menor tradição de futebol, seus times são de pouca expressão e a cidade é apenas a capital administrativa do país. Em 1974, quando a Alemanha Ocidental recebeu a Copa do Mundo, Bonn, a então capital, não foi uma das sedes escolhida. Claro, lá não havia time, torcida e nem ambiente para uma Copa, que costuma fervilhar os locais por onde passa.

Pior ainda é que Brasília construirá para a Copa o segundo maior estádio de futebol do país, com capacidade para 71 mil e 500 torcedores, Ficará atrás somente do Maracanã, que com a enésima reforma poderá receber 87 mil pessoas. Desde já, o estádio de Brasília, cujo projeto é de beleza inegável, ao nível dos grandes monumentos da capital, é o maior candidato a elefante branco. Ou alguém imagina que Gama e Brasiliense irão algum dia encher um gigante desses? Mesmo que seus defensores aleguem que o novo estádio será uma arena multiuso, ela irá funcionar para quê? Brasília não é rota dos grandes concertos de rock internacional e os artistas brasileiros capazes de reunir uma massa de mais de 70 mil pessoas contam-se nos dedos.

Outra questão curiosa é a escolha de quatro sedes no Nordeste. Salvador, Recife e Fortaleza teriam que constar obrigatoriamente por serem três das grandes regiões metropolitanas do país e contarem com times de expressão nacional, quase sempre presentes na principal série do futebol brasileiro. Mas por quê Natal? Nada contra a simpática e praieira cidade, mas sua inclusão fez algumas vítimas.”
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