
“E estimados milhares de leitores, cá estamos nos dias que se seguem a mais uma gigantesca Parada do Orgulho Gay que sacudiu legal a Paulista a adjacências e fez tremer as baladas da cidade, dizem.
A imprensa deu destaque, afinal, um evento desse tamanho não consegue ser ignorado nem pela imprensa da China, mas também deu um jeito de destacar os problemas mais do que as qualidades, as brigas sobre o mar de paz e diversão. A imprensa destacou um que outro conflito de maior porte, negando o fato puro e simples de que uma multidão gigantesca, formada em parte por pessoas que sofrem a repressão institucional e social generalizada contra os gays, se reuniu, se afirmou, e foi pra casa, numa boa.
Que se perceba, o mundo não acabou, as instituições parecem seguir funcionando tão normalmente que o Congresso arrumou mais um escândalo, as igrejas parecem não ter se incendiado, e, tanto quanto pude perceber, eu, você, e o senhor aqui ao lado continuamos com nosso direito de sermos hetero preservados.
Então, o que incomoda tanto no amor gay?
Eu acho que a humanidade avança, aos trancos e barrancos e com a exceção do mundo islâmico, mas avança. Já acreditamos que as mulheres eram menos iguais; acreditamos que os negros eram tão menos iguais que a gente podia até colocar para trabalhar como escravos, aliás, sendo escravos, e tudo bem, afinal, era para ser assim mesmo. Isso mudou, acredito.
Hoje restam algumas poucas demonstrações desse nível de barbárie, que são o fato de o cigarro ser ainda permitido, de haver pena de morte em alguns países bárbaros, e de ainda haver discriminação contra os gays. Torcer pro Inter deveria estar na mesma categoria, mas alguém esqueceu de colocar isso na Constituição de 1988, e então ficou assim, liberado.
O cigarro está por um detalhe, já vai. A pena de morte, no Brasil, é tão proibida que nem pode ser reinventada. Ponto para nós. A odiosa discriminação contra os gays permanece. Hora de repensar e mudar isso, para que toda a sociedade fique um tanto melhor.”
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dá pra entender?