Os mármores da discórdia

Mair Pena Neto, Direto da Redação

“Uma das célebres máximas de João Saldanha era a de que “se os ingleses fossem bonzinhos, não teriam a melhor polícia do mundo”. A frase me vem à cabeça ao ler que a Grécia se prepara para a inauguração do novo Museu da Acrópole, um moderníssimo prédio de três andares, com uma sala reservada para receber as esculturas do friso oriental do Partenon, que encontram-se no Museu Britânico, em Londres.

Chamadas de mármores de Elgin, desde que foram levadas para a Inglaterra pelo embaixador britânico lord Elgin no iníco do século 19, as esculturas são motivo de disputa entre a Grécia e a Inglaterra. Partes de um dos maiores monumentos da humanidade, as obras foram retiradas da Grécia quando o país estava ocupado pelo império Otomano. Em troca de alguns pounds, Lord Elgin teria recebido autorização do sultão otomano para retirar os mármores, o que tornaria a operação ilegal, já que foi autorizada por uma tropa de ocupação e não pelos próprios gregos.

Se a autorização em si já traz controvérsias – uma palavra no documento original em italiano, língua diplomática à época, possibilitaria uma confusão entre algumas e quaisquer, naturalmente aproveitada pelo representante britânico -, não há dúvida de que as obras pertencem de direito à Grécia e que o seu lugar é em Atenas.”
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