Por uma lei de imprensa nazista

Flávio Paranhos, Revista Bula

“Eu matei a Lady Di. Isso mesmo. Fui eu. Não foram os paparazzi, nem o motorista bêbado, nem o namorado milionário, nem a Camila Parker (se bem que, nesse caso, nunca se sabe...). E sabe por quê? Porque eu não agüentava mais notícia idiota sobre a Lady Di. Lady Di na África. Lady Di flagrada de topless. Lady Di espirrou diferente ontem. Lady Di voltou a espirrar normal hoje. Lady Di isso. Lady Di aquilo. Em pleno horário nobre (embora “nobre”, pra mim, seja qualquer horário em potencial), Jornal Nacional, está lá o casal anunciando solenemente a última da... Lady Di. Enchi o saco. Desejei que ela morresse. Daí ela morreu. No dia seguinte (juro!). Nunca mais desejei isso pra ninguém, pois sei que não devo usar meus superpoderes para o mal. Só que era tarde (tadinha, afinal, a culpa não era dela).

É por essas e muitas outras que deixei de ver TV há muito tempo. Ainda resisto bravamente e leio jornais. Só que tem vezes (muitas!) em que dá vontade de por fogo (ou uma bomba) na redação. Ontem, por exemplo, estava eu lendo tranqüilamente minha Folha de São Paulo, quando deparo com uma pequena mas absolutamente oligofrênica matéria a respeito de uma adolescente americana que tinha vencido um concurso de digitação rápida de celular. PQP! Minha retina não é latrina, cidadão! Tem dó! O quê? Eu poderia não ter lido? Não dá, quando vê, já li. É tarde demais. Você está ali, passando os olhos pelo jornal, daí tromba com uma matéria dessas, vai lendo até o fim, progressivamente surpreso com a imbecilidade exposta a nu... pronto! Leu. F...eu.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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