
“Ivete ou Carla? Marlene ou Emilinha? Brahms ou Wagner? Perotinus ou Leoninus (conhece esses caras; acho que são metais...)? Jovem Guarda ou MPB? Rock ou Samba ou Reggae? Tonal ou Atonal? Ópera ou Sinfonia?
O amor da música. Escrevo no embalo de uma sempre inalcançável teoria das preferências musicais, que aponta para um vasto domínio - aquele que pode ser imaginado entre a fantasia intimista, a teoria da música, o sistema de decisões da mídia e do consumo, a psicologia, antropologia, sociologia, informática, política e, por que não, alguma metafísica...
Se alguém ama uma música (e alguém sempre ama uma música), então pensa que a tal tem determinados atributos, embora, evidentemente, não saiba muito bem quais são. Como se vê, o assunto é nebuloso mesmo. Mas também é muito prático, rolam milhões de dólares.
Diante da vasta capacidade de amor musical das comunidades humanas, não houve alternativa para a indústria cultural: controlar a oferta, moldando-a de acordo com as intenções de lucro. O resultado não é muito distinto da perda de biodiversidade com a queima das florestas.
A humanidade construiu em cada canto do planeta verdadeiras florestas sonoras, cheias de idéias musicais criativas. E além disso, desenvolveu no Ocidente o fenômeno da vanguarda que valoriza a criação de novos mundos sonoros. E embora tenha sido o século XX aquele que mapeou o mundo sonoro e que estimulou as vanguardas, foi também o século da implementação de um sistema globalizado de homogeneização da oferta.”
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