Obama e a repossession

Eliakim Araujo, direto da Redação

“Não há dúvida da força que representa a presença de Barack Obama nos colóquios internacionais. Ele acaba de sair de uma visita à Russia, tradicional rival dos Estados Unidos, com um acordo de redução dos arsenais nucleares dos dois países debaixo do braço.

A redução anunciada é de um terço. Ora, se o mundo não sabe quanto cada uma das potências tem estocadas, falar em um terço ou metade das ogivas nucleares, ou o que for, não tem muito valor. Tudo indica que esse acordo tem um componente político embutido, que seria o de dar o exemplo ao Irã e à Coréia do Norte, que, no fundo no fundo, deixam ressabiados os dois governos.

O fato é que Obama conquistou a simpatia geral em Moscou. Ele sabe usar o discurso certo na hora certa e seu conteúdo soa agradável aos ouvidos de seus interlocutores. Frases do tipo: “quero ver uma Rússia cada vez mais forte, pacífica e próspera” ou “vamos deixar de lado a rivalidade entre russos e americanos e trabalhar juntos em favor da paz” , amoleceram corações empedernidos como o do primeiro-ministro Wladimir Putin.

Da Russia, Obama embarcou para a Italia de Berlusconi, o anfitrião que se acha envolvido até o pescoço em escândalos de prostituição e relacionamento com menores de idade. Lá, em Áquila, os líderes dos oito países mais industrializados do mundo vão se sentar em torno da mesa para discutir as mudanças climáticas, a crise econômica global e a pobreza no mundo.

É voz corrente que essas reuniões do G-8 produzem boas fotos, mas poucos resultados concretos. Ou alguém acha que os ricos do mundo estão mesmo preocupados com os pobres?”
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