Adeus às armas

Eliakim Araujo, Direto da Redação

“Esta semana, um cidadão de aparência normal, bem empregado e com residência certa e conhecida, entrou na academia de ginástica na Pennsylvania, onde era matriculado e, sem dizer uma palavra, apagou as luzes de uma classe de aeróbica feminina e disparou dezenas de tiros em poucos minutos, antes de meter uma bala na cabeça. A policia informa que ele tinha quatro armas (três automáticas) e não chegou a usar uma delas.Três mulheres morreram no local e nove foram hospitalizadas.

No dia seguinte já se sabia que de normal o homem só tinha a aparência. O assassino-suicida (de 48 anos), na verdade, era um perigoso sociopata que não tinha uma namorada desde 1986 e não fazia sexo desde 1990. O cara era tão louco que tinha um blog na internet, em forma de diário, onde revelava toda sua frustração por ser rejeitado pelas mulheres, pela quais passou a alimentar um ódio mortal que acabou na tragédia da academia.

O fato, embora doloroso, não chega a surpreender quando se trata da sociedade americana, onde serial killers matam com uma frequência assustadora. Para não voltar muito no tempo, vale relembrar o de abril último, em Binghampton, perto de Nova Iorque, quando 14 pessoas foram fuziladas, entre elas o matemático pernambucando Almir Olimpio Alves, por um vietnamita desempregado que era motivo de gozação dos colegas pela dificuldade no aprendizado do inglês. O assassino tinha duas armas automáticas, uma Beretta 9 mm e uma pistola 45 e atirou 87 vezes em um minuto.

A pergunta que não quer calar: onde essa gente consegue armas com tanta facilidade? Claro que, ao lado do problema psicossocial desses assassinos em série, a questão cultural não pode ser ser desprezada.”
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