Vou tentar não ser piegas para falar de amigos

Ana Elisa Ribeiro, Digestivo Cultural

“Dia desses foi Dia do Amigo. Só descobri porque recebi mensagens de celebração. Enrubesci porque eu não sabia. A sensação de vergonha cedeu e deu lugar a um conforto muito grande. Mesmo que isso seja apenas uma "gracinha" (e nem acho que seja), duas pessoas se preocuparam em enviar mensagens para mim. Duas pessoas. Na verdade, três, porque um dos remetentes era um casal. E nem me interessa se as mensagens foram "gerais" ou não. Interessa que estive nas listas de duas pessoas. E preciso dar o braço a torcer: não enviei mensagem a ninguém.

O casal amigo enviou um torpedo. Feliz Dia do Amigo. Meu coração teve um sobressalto bom. Eu estava muito longe de casa, em terra estranha, comendo mal e dormindo fora de hora, com saudades da minha cama e do meu travesseiro, quando o celular vibra, depois de um longo silêncio. Os amigos queriam me abraçar à distância ou expor seu apreço por mim. Minha resposta imediata foi um sorriso aberto, alienado, gostoso. Os olhos se afogaram um pouco. Não pude responder pá pum porque ficaria muito caro, mas arremessei meus agradecimentos pelo ar, pensei muito nos meus amigos, desejei muitas coisas boas a eles e guardei a mensagem. Quando cheguei em casa, corri ao e-mail e enviei logo um agradecimento efusivo, embora conciso.

De outro lado, minha amiga de infância (de infância mesmo, da vida inteira) mandou uma mensagem por e-mail para lembrar dos amigos. Fiquei feliz também. Naquela mesma semana, tive a rara oportunidade de falar com ela sem pagar interurbano. Não conseguiríamos nos encontrar pessoalmente, mas foi reconfortante falar-lhe ao telefone de tão perto, com tempo, trazendo à tona nossas vidas atuais e nossos planos para o futuro próximo.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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