O pré-sal e o meio ambiente

Renato Casagrande, Congresso em Foco

“Ao mesmo tempo em que anunciou um novo marco regulatório para a exploração do petróleo na camada do pré-sal, o governo divulgou que o desmatamento da Amazônia caiu 46% no acumulado dos últimos doze meses. São duas boas notícias relativas a temas aparentemente distintos, mas que na realidade estão umbilicalmente ligados, porque dizem respeito ao futuro do nosso país. O pré-sal gerará muitas riquezas para o Brasil, mas trata-se de combustível fóssil, responsável pela emissão de CO2, que polui e agrava o efeito estufa.

Em boa hora vem o marco regulatório do petróleo e nele embutido um projeto que cria o Fundo Social, que destinará recursos para programas de preservação do meio ambiente, além de investimentos em educação, infra-estrutura, cultura, combate à pobreza e inovação tecnológica. Portanto, estão dadas as condições para que o petróleo do pré-sal gere riquezas para o nosso país e financie também pesquisas e desenvolvimento de fontes renováveis de energias.

É com essa visão que o governo brasileiro deverá participar da 15ª Conferência das partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que se realiza em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro próximo. Vamos até lá para dizer ao mundo que 45% da nossa matriz energética é renovável, muito diferente dos países ricos que sequer chegaram à metade deste percentual. O Brasil deverá, portanto, bater na tecla de que os países presentes deverão afirmar metas de redução de emissões de poluentes dos países desenvolvidos para serem adotadas depois de 2012, ou seja, no pós-Quioto.”
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