As drogas e a cegueira nacional

Chico Villela, NovaE

“O Brasil foi o último país ocidental a extinguir - por decreto - a escravidão. Como os recém-libertos não tinham instrução, dinheiro, identidades sociais, acesso à Justiça, ou seja, não eram cidadãos, tornaram-se párias sem teto, bens e empregos. Assim, o país ganhou um exército de trabalhadores desqualificados, que até hoje se mantém; basta olhar a situação das milhões de empregadas domésticas. Em razão desse comportamento típico de cegueira, anota-se a predominância de descendentes de negros entre os milhões de pobres ou miseráveis. Finge-se que o problema foi resolvido com a lei assinada pela princesa.

(Parênteses: tivesse o governo à época distribuído terras, que havia de sobra, aos escravos, cuja única sabedoria de dimensão econômica era o amanho da terra e dos seus frutos, teríamos hoje uma situação mais forte de produção familiar no campo, uma classe média mais numerosa, e menos injustiça social e cidades mais estáveis, sem periferias de tanta pobreza e crime.)

Líder do quê?

O Brasil, no ritmo em que anda, vai ser o último país a reconhecer também como direito humano o consumo de drogas. A Corte Suprema da Argentina, em recente decisão histórica em caso de três jovens presos com cigarros de maconha, anunciou que o consumo individual é questão de “foro íntimo”, e que ninguém pode ser preso por portar ou consumir cigarros de maconha. A Colômbia é outro modelo: em plena guerra civil, na qual a presença de traficantes fornece recursos para os dois lados, as tropas regulares e os guerrilheiros, acaba de aprovar lei que libera o consumo de maconha.”
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