Cúpula ambiciosa foi uma grande desilusão

Gustavo Sierra, Clarín / Opera Mundi

“Houve um acordo, mas não inclui metas de redução de gases a médio ou a longo prazo. Obama admitiu que foi insuficiente e que um verdadeiro documento pode demorar. Haverá uma consulta em seis meses na Alemanha.
O dilema do príncipe da Dinamarca começou a sobrevoar Copenhague novamente como o fantasma que o perseguia. Ser ou não ser? A resposta veio após a meia-noite. Não ser. Depois de quase dezesseis horas de discussões entre os presidentes e duas semanas entre os especialistas de 192 países do mundo nesta cúpula crucial para as Mudanças Climáticas, foi alcançado um acordo mínimo, que não deixou ninguém satisfeito.

Depois de horas de incerteza, nas quais nenhuma autoridade saía para dizer o que estava acontecendo, a delegação norte- americana comunicou que tinha chegado a um acordo de forma unilateral "significativo" com Brasil, China, Índia e África do Sul sobre a mudança climática, incluindo uma forma de verificar a redução das emissões de gases que retêm calor na atmosfera, que havia sido o maior obstáculo até então, devido à recusa de Pequim de permitir inspeções independentes.

O acordo não contém dados sobre os compromissos de redução de CO2 a médio ou longo prazo. Nem sequer especifica o que todo mundo pensava ser um acordo capaz de reduzir as emissões em 50% até 2050.

Os únicos dados se referem aos compromissos financeiros que falam de 30 bilhões de dólares entre 2010 e 2012. A partir de então, até 2020 será formado um fundo de 100 bilhões de dólares, dos quais 70% devem ser provenientes do setor privado.

Obama saiu do Bella Center e deu uma entrevista coletiva no aeroporto só para a imprensa da Casa Branca. Ele disse que o acordo é "um primeiro passo", mas que não é suficiente para combater a ameaça do aquecimento global. Ele explicou que o acordo exige de cada um dos países uma lista de ações a serem praticadas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em quantidades específicas. E admitiu que "um acordo juridicamente vinculativo destinado a combater a mudança climática será muito difícil de conseguir e vai exigir mais tempo".
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