Praia "de macho"

Eduardo Tessler, Terra Magazine

“O Rio Grande do Sul é um Estado que nem todo o mundo entende. É muito frio no inverno, às vezes até chega a nevar. Mas basta entrar o verão para que o calor chegue ao limite do insuportável.

É gente suando nas ruas, um desânimo generalizado, produtividade em queda nas empresas. Ar condicionado, ar condicionado e ar condicionado. Restaurante que não investe em um aparelho que refresque o ambiente pode fechar as portas. O mesmo para as lojas, cinemas, locais públicos. Até casa de amigos. Sem ar condicionado, nada de visitar os vizinhos.

Em dezembro acontece no RS o maior fenômeno de êxodo urbano do Brasil: a invasão às praias. A população dos 660 quilômetros de Oceano Atlântico que banham o Estado salta de 300 mil pessoas para mais de 2 milhões. Um mar de gente disputando espaço principalmente nas praias mais badaladas, como Torres, Capão da Canoa, Xangri-lá e Tramandaí.

Os problemas começam na saída de Porto Alegre. Estradas cheias, motoristas despreparados com carros superlotados, alguns argentinos e uruguaios querendo "aprovechar las playas del Sur", pedágios. A surpresa maior, porém, é ao se chegar na praia: a infra-estrutura continua a mesma de 1980, mas a população triplicou. Não há onde estacionar o automóvel, os supermercados estão abarrotados de gente, há filas em qualquer restaurante, qualquer lanchonete, qualquer fruteira, qualquer padaria ou armazém. Fazer compras é um ato de bravura.”
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