A tecnologia do retrocesso

Este subcapitalismo desigual e combinado – que combina a iniquidade do atraso com a truculência do progresso – constitui a ideologia demotucana”

Márcia Denser, Congresso em Foco

O comportamento da oposição demotucana, cujo caráter nocivo-corrosivo atingiu uma espécie de ápice dia 27/11 com o “relato” à Folha de César Benjamin (que não vou recaptular nem dar feed-back porque quem dá cartaz para trouxa é lavadeira), coloca definitivamente a pergunta que não quer calar: é possível ganhar eleição com uma agenda exclusivamente negativa? Porque, se os governos Serra/Yeda Crusius/FHC forem os paradigmas positivos, os exemplos notáveis de suas realizações, então o eleitor está perdido.

Até porque nas realizações demotucanas (e por realização entenda-se tudo o que não é factóide ou desacontecimento) o sinal também se inverte, constituindo eventos negativos, uma vez que seus políticos atuam contra os interesses da população que os elege (bato nessa tecla em várias colunas). Lembrando ainda que este subcapitalismo desigual e combinado – que combina a iniquidade do atraso com a truculência do progresso – constitui a ideologia demotucana.

Aliás, a oposição continua buscando representar o irrepresentável: a burguesia nacional que já não manda, o capital financeiro, que é o obstáculo ao desenvolvimento, pois já se desligou de qualquer representação de classe e cujos interesses promovem a exclusão – eis sua contribuição à práxis política. A união ideal do Inútil ao Desagradável: querem voltar a exportar entreguismo de ponta! Que o país retorne à condição de eterno gigante bobo adormecido com seu chocalho multinacional. Assim, este sub-horizonte eleitoral “avança” em “marcha a ré para trás”, sinalizando, em 2010, com o que nos espera se ocorrer o retorno ao Planalto “do modo demotucano de governar”, ou seja, da tecnologia do futuro em retrocesso!”
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