
"Falar em "melhores da década" é um tema amplo demais. Como não quero ficar atirando para todos os lados, prefiro colocar essa pauta num plano mais fechado. Em diversos textos que escrevi aqui, procurei analisar o cenário musical de diferentes maneiras, mas todos eles tinham um ponto de convergência: essa primeira década do milênio foi de uma pobreza musical quase inverossímil. Pelo menos no que tange o mainstream. Em minhas intermináveis discussões musicais com Rafael Fernandes, vivo insistindo que não houve renovação no rock desde a derrocada do grunge. Parece ter se segmentando ainda mais e formado novos guetos no heavy metal para os xiitas se acotovelarem. Já o pop nem se fala: parece ter morrido antes mesmo de Michael Jackson ― e do que restou, só o resto mesmo: a mesma porcaria venal e pasteurizada de sempre. No rock clássico, alguns se reciclaram, outros seguiram adiante e boa parte se aposentou (embora a maioria ainda não saiba disso). Entre mortos e feridos, eis o que eu queria dizer: para mim, Eric Clapton foi o músico da década. Músico e guitarrista.
Tudo bem, sei que é fácil ser o melhor músico numa década em que qualquer sinal de virtuosismo é visto como "ultrapassado" e ser medíocre é "cool". Mais fácil ainda é ser o maior guitarrista numa década
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