A vida são muitos dias

Brasigois Felício, Revista Bula

“Quem teve sua existência levada pela senda do desespero, mas não perdeu de vista a esperança, conseguiu o milagre de confundir sua vida com a poesia. Na lucidez do compromisso de querer ser feliz, rompeu o casco espesso de chumbo da solidão e viu o rosto de Deus no oceano da solidariedade. Sendo o passado e o futuro ilusões da mente, só o instante que passa — só o presente é realidade, e só poderemos ser felizes nos momentos em que nos sentimos dadivosos e receptivos, alegres e confiantes.

Toda cegueira e limitação consiste em só colocarmos em ação a parte pequena que temos dentro de nós. Ao conseguir colocar para agir a nossa parte divina, veríamos as coisas tais como são, isto é, infinitas. “A vida são muitos dias”, escreveu o poeta T.S. Eliot. Quando se deparar com um problema que o angustie e deprima, pense como lhe parecerá pequeno daqui a dez anos. Tudo passa, como passam as águas e o vento. Daqui a dez anos os problemas serão outros, e nós também. Sobre o projeto de grandeza ou pequenez que cada um pode levantar e executar, a partir de seu sol interior, assim falou Confúcio: “Aqueles que seguem a parte de si mesmos que é grande serão grandes homens. Aqueles que seguem a parte de si mesmos que é pequena se tornarão pequenos homens”. No princípio tudo era oculto. Mas para que existe o oculto, senão para ser revelado? Os homens primitivos tinham a graça de contar com os símbolos, para decifrar os enigmas do universo, e os mistérios da natureza.”
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