Dos CIEPs às UPPs

Mair Pena Neto, Direto da Redação

“O Rio de Janeiro experimentou nos anos 80 do século passado os resultados nefastos da mesquinharia, praticada por certos governos, da não continuidade de políticas públicas acertadas dos que os antecederam. Refiro-me especificamente aos CIEPs, um projeto de educação em tempo integral, desenvolvido por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, que foi praticamente destruído no governo subseqüente, de Moreira Franco, que ainda anda por aí pleiteando cargos públicos em nome do PMDB.

Os CIEPs, para quem não os conheceu, eram escolas onde os alunos das classes populares receberiam educação, alimentação e assistência médica e contariam com atividades esportivas e culturais durante uma jornada de oito horas, que, além de lhes proporcionar uma boa formação, daria aos pais a segurança de que estavam bem entregues enquanto estivessem trabalhando.

Se tivessem sido levados adiante com o mesmo compromisso, poderiam ter evitado o surgimento de muitos bandidos e traficantes, como o que a polícia eliminou esta semana no morro de São Carlos, e até transformado a realidade de violência da cidade. Mas bastou um governo para desmontar o projeto, que outros trataram de arrasar ainda mais.

Se hoje existe reação ao Bolsa Família de Lula, naquela época, com o país saindo da ditadura, as elites eram ainda mais refratárias a um projeto que oferecia piscina a crianças carentes em áreas nobres da cidade, como o CIEP construído no antigo Berro D’Água para atender as comunidades dos morros Cantagalo e Pavão-Pavãozinho.”
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