Futuro da mídia progressista nos Estados Unidos

Um novo livro destaca como a mídia progressista e independente chegou a ter a maior influência de sua história nos Estados Unidos. Essa mídia já alcança um público de milhões de pessoas todos os dias e está decididamente mais influente do que nunca. Antigamente seria considerado um grande sucesso se uma revista progressista obtivesse mais de 200 mil assinantes por mês. Mas hoje há dúzias ou mais de blogs, revistas e sites de notícias online, nos EUA, que têm mais de 1 milhão de leitores únicos por mês. O artigo é de Don Hazen.

Don Hazen, AlterNet / Carta Maior

Enquanto o establishment jornalístico, e mesmo progressistas, como Bob McChesney e John Nichols lutam pelo que resta do declínio dos anúncios dirigidos ao jornalismo corporativo, os ativistas e jornalistas Tracy Van Slike e Jessica Clark escolheram contar uma história diferente, mais positiva, sobre o futuro da mídia nos EUA.

No seu livro "Além da Câmara de Eco: reformulando a Política através das redes de mídia progressista" [Beyond the Echo Chamber: Reshaping Politics Throug Networked Progressive Media] (New Press), os autores nos levam a uma jornada pela relativamente recente (dos últimos 8 anos para cá) surgimento da mídia progressista e independente. A conclusão a que chegam é inegável: sob qualquer ponto de vista, o que conhecemos por mídia progressista e netroots, alcança um público muito maior – milhões de pessoas todos os dias - e está decididamente mais influente do que nunca.

Antigamente seria considerado um grande sucesso se uma revista progressista obtivesse mais de 200 mil assinantes por mês. Mas hoje há dúzias ou mais de blogs, revistas e sites de notícias online que têm mais de 1 milhão de leitores únicos por mês. A recém formada rede Ad Progress www.adprogress.com, fundada por AlterNet [www.alternet.org], The Nation [www.thenation.com] e Mother Jones [www.motherjones.com], a qual se juntaram American Prospect [www.prospect.org], The New Republic[www.tnr.com] e outros têm mais de um milhão de leitores. E, a propósito, a mídia progressista não está em crise, principalmente porque não depende de uma única fonte de receita – os anúncios -, como acontece à mídia corporativa; em vez disso, é frequentemente financiada por uma mistura de subvenções, doações de leitores, vendas de anúncios e lista de parceiros do vasto setor do ativismo não lucrativo.

Lideradas por fazedores de mídia criativa agressiva, como Robert Greenwald, da Brave New Films, Markos Moulitsas do The Daily Kos, Jane Hamsher do FireDogLake, John Byrne da Raw Story e Mark Karlin da BuzzFlash, a nova mídia progressista usa uma série de estratégias e táticas muitíssimo mais agressivas e orientadas para o ativismo do que o pequeno universo das revistas impressas que dominaram a mídia progressista por longo período (Heck, a Revista da The Nation, tem 145 anos).

Mas, antes que o establishment da mídia progressista se tornasse tão convencido do seu papel, há ainda fraquezas maiores e nuvens negras no horizonte. Clark e Van Slyke não se esquivam dos obstáculos, dedicando a melhor metade do livro a analisar os desafios do futuro com histórias de sucesso e promovendo modelos de redes sociais e colaboração que eles acham que podem fortalecer a influência recém desoberta da mídia progressista.”
Tradução: Katarina Peixoto
Artigo Completo, ::Aqui::
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