A César, o que é de César; a Deus, o que é de Deus; e pra mim, 10% tá bom

Eberth Vêncio, Revista bula

“Um dos fragmentos mais conhecidos do Novo Testamento conta um episódio curioso acerca dos ensinamentos de Jesus Cristo para o povão daquela época (se na atualidade o ser humano esbanja ignorância, imagine só naqueles tempos bicudos).

Durante peregrinação com os discípulos e outros seguidores (e conta-se que eram muitos), Jesus teria sido provocado por um fariseu folgado. O espírito-de-porco perguntou ao Rabi se ele considerava justo que tributos fossem pagos pela população a Roma. Sabido até mandar parar, o mestre deu uma resposta de mestre ao interlocutor malicioso, já o repreendendo nas entrelinhas: “ — Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Na minha leiga interpretação, penso que Jesus sugerisse que não confundíssemos dinheiro com espiritualidade, ou materialismo com a fé. Departamentos avessos, diferentes. Para mim, leitor relapso dos textos sagrados, este foi o recado do Nazareno ao fariseu otário e a todos que já leram esta e outras estórias.

Estranhamente, várias religiões promovem um mix mais que profano (muitíssimo antagônico) entre os bens materiais (principalmente, a grana) e a religiosidade. Esta equivocada e perniciosa relação entre dinheiro e divindade propagada por bispos, pastores e demais domadores das massas atinge o impensável.”
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