Ficha Limpa? Ah bom! Fator previdenciário? Ah bom!

Ricardo Giuliani Neto, Última Instância

“Não vai demorar muito para que todos os que pediram o projeto “Ficha Limpa” e os que detonaram o “fator previdenciário” afirmem em uníssono, tal qual aquele personagem do Jô Soares: “ e eu agrediiteeeiii...”

O show de hipocrisias e de cinismos no Congresso Nacional foi algo absolutamente insuperável. Ver os Senadores Agripino Maia e Romero Jucá, juntos com todos os outros, cobrando decência das Casas da República, somente foi superado pelo ridículo da emenda senatorial aposta ao projeto ficha limpa regulando o tempo do verbo subordinativo do tempo das condenações havidas. Portanto, limpar-se-ão as fichas, a depender da conjugação verbal; explique-se Senador Dornelles.

Constituição? Às favas! A preocupação dos representantes do povo e dos Estados fixou-se nas urnas de outubro. Pão e circo. Ao povo, pão, circo e demagogia da mais barata.

E o pior, há uma montanha de gente de boa-fé sendo enganada pelo embuste patrocinado, lá no comecinho, pela Associação dos Magistrados Brasileiros, mãe do projeto de lei que dá as costas à Constituição brasileira. Sim, o princípio constitucional da inocência ou da não-culpa, sequer foi trazido ao debate pelos senhores congressistas. Os olhos dos congressistas estão nas urnas de outubro, e a consciência dos pais do embuste, na “ingenuidade” romântica de quem faz a política com a toga.

O tema é singelo: o meio cidadão e o cidadão e meio. Ah, e no meio disso tudo existem pedras, gente tentando fazer política séria e decente. Acompanhem os acontecimentos e depois me digam, ou, melhor, digam a vocês mesmos, foi um embuste, ou não?

Não quero entrar no tema relativo ao fator previdenciário aprovado pelo Congresso Nacional juntamente com o aumento do índice de reajuste aos aposentados com vencimento superior a um salário mínimo. É outra bazófia, outra fanfarronice; ou alguém duvida do veto Presidencial à demagogia barata? Por que demagogia barata? É impensável matéria desta complexidade e envergadura sendo tratada como se comprando um quilograma de tomates ou 3 ou 4 bananas.”
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