Uma esponjinha versus a British Petroleum

Pelicano marrom sobrevoa costa de Louisiana, no Golfo do México. Oitenta detentos de uma penitenciária estadual, no sul do país, receberam uma aula sobre limpeza de aves sujas de petróleo

Amália Safatle, Terra Magazine

"- O que nós podemos fazer agora?? Quero ajudar, mas não sei como!

Este é dos comentários postados no site da ONG Greenpeace, sobre a notícia do desastre no Golfo do México, de responsabilidade da British Petroleum e sua fornecedora Deepwater Horizon, e que pode configurar a maior catástrofe ecológica da história dos Estados Unidos. Sem controle, o petróleo da plataforma que explodiu no dia 20 de abril, matando 11 pessoas, continua vazando no mar e alargando a mancha de óleo, cuja dimensão passa do equivalente ao território do estado de Sergipe. Os prejuízos, estimados na casa do bilhão de dólares, também alcançam a esfera política de Barack Obama e devem ser irreparáveis do ponto de vista biológico.

Os comentários são comoventes. Dá para sentir a sinceridade e o desprendimento com que muitos foram escritos. O que nós podemos fazer a agora? Ao escrever "nós", veja como o sujeito se inclui e se envolve com o problema causado por uma empresa de fora, em outro país, movida por outros interesses.

- Também gostaria de poder ajudar (...).Fiz um cursinho de Técnico em Meio Ambiente e qualquer coisa entrem em contato - escreveu um internauta.

- Se eu pudesse, iria com minha esponjinha lá e faria a minha parte!

- disse outro. Alguns entraram em contato com a petrolífera britânica e receberam de volta um comunicado padrão e formal, para aumentar sua indignação.”
Foto: AP
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