50 anos de um clássico

Camila Alam, Carta Capital

“Em 16 de junho de 1960, estreava nos cinemas americanos o thriller Psicose, maior sucesso de público do diretor inglês, naturalizado americano, Alfred Hitchcock (1899 – 1980). Assistir a este suspense na semana em que comemora 50 anos talvez seja pouco diferente da experiência à época de sua estreia. Muito se deve ao fato de que este meio século só tenha colaborado para manter a essência do longa, apesar das mudanças sofridas pela indústria cinematográfica desde então. Psicose é, em suma, atemporal.

Naquela época, as sessões aconteciam de maneira contínua. Era comum entrar e sair dos cinemas a qualquer horário. Em cada sala de exibição, contudo, o diretor pediu que fossem distribuídos cartazes, onde pedia ao público que entrasse na sala apenas no começo da sessão. Como todo bom filme de suspense, este teria uma surpresa ao final, que definitivamente não deveria ser estragada. O anúncio do diretor seria importante para atiçar a audiência, atraindo ainda mais espectadores e gerando maior curiosidade acerca da trama do Motel Bates e os envolventes personagens de Anthony Perkins (1932-1992) e Janet Leight (1927-2004).

Assim como a maioria dos filmes de Hitchcock, este é cercado de curiosidades de bastidores. A marcante cena do assassinato no chuveiro, uma das mais famosas da história do cinema, também é vítima de mitologias. Fato é que Hitchcock era de poucos amigos e tratava seus atores, em especial as atrizes, com desprezo incomum. Parte dessa trajetória curiosa que envolve as mulheres é tratada pelo pesquisador Donald Spoto em Fascinado pela Beleza (Ed. Larousse, 2009). Spoto, também autor de outros livros sobre o diretor, discorre neste volume sobre o tratamento hostil dedicado às atrizes e mulheres que passaram pela vida do inglês, incluindo esposa e filha. Algumas atrizes, que cruzaram com o mestre do suspense ainda em início de carreira, no cinema mudo, teriam desistido de atuar depois de conviver com o diretor. Histórias curiosas são narradas e demonstram uma relação ambígua que envolvia o diretor e suas musas.”
Artigo Completo, ::Aqui::
Enviar Google Plus

About Antonio Ferreira Nogueira Jr.

Contato- nogueirajr@folha.com.br
Revista- WMB

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários: