Ainda e sempre, o doutor Getulio

Mauro Santayana, JB Online

“Rigoroso senhor de sua privacidade, Getulio Vargas só se revelou, em toda sua modéstia, em dois grandes momentos: o do exílio em sua fazenda de Itu, no Rio Grande do Sul, e ao disparar contra o coração, na manhã de 24 de agosto de 1954.

No depoimento que deixou – e não teve a repercussão merecida quando editado – sobre aqueles 20 dias de agosto, o embaixador José Sette Câmara, que trabalhava com Lourival Fontes, na Casa Civil da Presidência – durante o mandato constitucional de Getulio – revela como o presidente vivia. Naquela manhã desesperada, ao entrar no quarto amplo de Getulio, ficou espantado com a singeleza do aposento. “Impressionou-me a austeridade e quase pobreza dos móveis negros e pesados. Uma cama de casal de madeira lisa, cinco armários, uma cômoda, um espelho. Nenhuma alfaia, nenhum tapete de luxo”.

Há poucos meses, Villas-Bôas Corrêa lembrava a modéstia de sua vida na estância, longe da família, entre 45 e 50. Ao visitá-la, Villas ficou surpreso: os amplos cômodos com os poucos e indispensáveis móveis rústicos, o quarto com a cama de solteiro, desarrumada, a cadeira que servia de cabide para a roupa de todos os dias, a mesa de trabalho. Assim era o doutor Getulio.”
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