
Artur Araújo, Carta Maior
A operação de marquetagem “Serra-continuador-de-Lula” vem tendo sucesso nas hostes jornalísticas. Ainda que nenhum dado de realidade possa lastrear essa crença – e ainda que sucessivas pesquisas mostrem que o eleitorado não vê o mundo assim – persistem, dizendo que as identidades seriam mais profundas que as contraposições. Uma expressão desse fetiche é falar que ao tucano falta um programa.
Que veículos de comunicação partidarizados assim procedam, é do jogo. Interessa-lhes dar guarida à linha de marketing de seu candidato e criar uma pauta que confunda os adversários. Assumir essa fábula como verdade, no entanto, pode desorientar muito.
São três os elementos que enviam a tese ao depósito dos erros políticos. O primeiro é uma avaliação realista do que foram e são as gestões de Serra em São Paulo (a municipal prossegue através de procurador). Geração contínua de reservas de caixa, aplicadas a juros amigos da banca, e estrangulamento financeiro e de gestão dos serviços públicos - educação, saúde, segurança, transportes - sintetizam o modo tucano de governar.
Muito emblemática foi a recusa de Serra e Kassab, ao longo de 2009, a pôr em prática qualquer ação de viés anticíclico. Às eficazes medidas do governo federal – injeção de liquidez, expansão do crédito via bancos públicos, desonerações tributárias emergenciais, estímulo explícito ao consumo das famílias – retrucaram com crítica contínua e inação continuada.
Um segundo indicador da existência do Programa Serra são as “análises” emitidas por seu entorno. Bastou o Brasil demonstrar o acerto da política de combate à crise proposta por Lula, que nos livrou do retrocesso econômico e social bem antes dos países capitalistas centrais, que a grita se estabeleceu.”
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