Um ataque desumano

Pedro Estevam Serrano, Última Instância

“A questão do conflito Palestino-israelense não é de fácil compreensão e de muito difícil deslinde. Ambos os povos ocupam o mesmo território e ambos dizem lastrear sua legitimidade em razões ancestrais que se confundem com as respectivas crenças religiosas.

Estive pessoalmente por lá no começo do ano e visitei toda a área. O conflito e a beligerância são evidentes. A história de ambos os povos muito rica, inclusive com origem comum. Árabes e judeus, ao contrário do que se pode pensar, historicamente, tiveram boas relações até a fundação do Estado de Israel, afinal, são povos irmãos. Ambos semitas.

As razões e fatos relatados por cada parte em conflito são tão díspares e radicalizados que é difícil tomar partido “a priori”.

Inobstante tal assertiva, é inaceitável o ataque israelense a comboio humanitário internacional que procurava levar mantimentos e remédios ao povo palestino sob bloqueio.

Por mais que se argumente com a tese jurídica da soberania do Estado Israelense, esta soberania não lhe dá o condão de aviltar valores fundamentais e normas principiológicas dos organismos internacionais dos quais Israel participa e, volta e meia, pede socorro e auxílio.

Redijo este texto no primeiro dia de notícias sobre o ataque que Israel argumenta ter sido feito em águas de seu território. Os integrantes do comboio, cidadãos de várias nacionalidades, desmentem a versão israelense. Segundo estes, o ataque se deu em águas internacionais.”
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