Serventias da Literatura

Edival Lourenço, Revista Bula

“Quem milita com Literatura neste mundo de coisas utilitárias, às vezes se vê instigado a responder de pronto: Para que serve mesmo a Literatura? A resposta parece óbvia, mas na hora de responder assim de chofre e de forma objetiva, acaba-se caindo em apuros.

Em primeiro lugar, para se dar uma resposta que convença minimamente, será preciso admitir que há certos fatores que entram na composição das forças do mundo que são, digamos, imateriais. Como a força do Papa, por exemplo, que não tem nenhuma divisão de brigada, mas conseguiu interferir em muitas guerras ao longo da História. São forças não passíveis de avaliação imediatamente em peso, medida ou valor monetário. São coisas que não entram no cálculo do PIB, mas são primordiais. Como o ar , que ninguém calcula o seu preço, mas sem ele não existiríamos para dar preços às outras coisas. Com uma diferença significativa: o ar é natural; a Literatura é invenção da cultura humana.

Seja como for, valendo-me de um ensaio de Umberto Eco, aí vão alguns exemplos de utilidade da Literatura que consegui elencar:

1º — A Literatura contribui para a formação, estabilização e desenvolvimento de uma língua, como patrimônio coletivo. O que seria da língua portuguesa sem Luiz de Camões? O que seria do Italiano sem Dante Alighieri? O que seria do Espanhol sem Cervantes? O que seria do Inglês sem Shakespeare? O que seria da Civilização e da língua grega sem Homero? O que seria da língua russa sem Puchkin? É bom lembrar que línguas que não tiveram uma Literatura que sobressaísse entraram em decadência sem alcançar o apogeu.”
Artigo Completo, ::Aqui::
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