Mídias Sociais: muito cacique para pouco índio

Léo Luz, Revista Bula

“De todas as profissões de moda dos últimos anos — de jornalista a profissões relacionadas ao petróleo, passando pela engenharia ambiental — nenhuma causou tanto barulho e fez tanto barulho no mercado de trabalho como a profissão de analista de mídias sociais. Antes gostaria de esclarecer: sou escritor, roteirista, webwriter e analista de mídias sociais. Pois é. Eu também sou analista de mídias sociais. Portanto, vou cortar na minha própria carne.

Mas por que esta profissão relativamente nova faz tanto barulho e atrai tanto os jovens? Em primeiro lugar: comodidade. Caímos aqui na estória do “eu gosto de me comunicar, vou fazer comunicação”. Só que a frase muda para “eu gosto de redes sociais, vou ser analista de mídias sociais”. Mas gostar e ser heavy user de redes sociais NÃO faz de ninguém um profissional nisso. Assim como o fato de eu usar óculos desde os quatro anos de idade não faz de mim um oculista, ou o fato de eu dirigir 30km pro trabalho todo dia não me faz um engenheiro mecânico ou piloto profissional. Mas é claro, não sejamos xiitas: em alguns casos o gosto pode ser transformar em profissão. PODE, vejam bem. Não necessariamente.

Porém, isso tem sido uma constante no mercado. E como hoje em dia a maioria das empresas se preocupa mais em conseguir mão de obra barata que faça mil coisas ao mesmo tempo, elas contratam estas pessoas. E como poucos clientes entendem realmente de mídias sociais, eles vão empurrando o trabalho com a barriga, enganando a si próprios e ao cliente. E neste exato ponto nasce o outro problema: o analista de mídias sociais caga-regras.”
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