A cretinização da América

José Inácio Werneck, Direto da Redação

Outro dia usei o verbo pervadir na frase "…pervade nossa sociedade". Mas, ao ler a coluna, já publicada, temi que houvesse criado um neologismo e pedi ao editor que trocasse para "…impregna nossa sociedade".

Não achei "pervadir" no Aurélio, embore o achasse no Aulete, que me deu um ou dois exemplos que não me convenceram de todo. Se é neologismo, pervadir deveria ser adotado, pois, afinal, vem do latim "pervadere" e significa invadir e difundir-se pelo organismo invadido.
Tem a mesma raiz de invadir, mas um sentido mais específico.

Hoje uso no título uma palavra que não é neologismo, é uma palavra forte mas, acho, bem adequada ao que acaba de ocorrer nas chamadas eleições de meio-termo nos Estados Unidos. Como é possível que, apenas dois anos depois de eleger Barack Obama, os americanos possam devolver o poder na Câmara dos Deputados aos mesmos republicanos que foram responsáveis por oito anos de desastrosa política econômica?

Mas não é tão difícil assim de entender, quando sabemos que Barack Obama falhou na missão de comunicar sua mensagem ao público e quando lemos nos jornais palavras como a de um eleitor que se declarou contra o programa governamental de combate ao aquecimento global, nos seguintes termos: "A Bíblia nada fala de aquecimento global e, portanto, ele não existe".

Bem, a Bíblia não fala em vírus, eletricidade, internet ou transmissões radiofônicas, para ficarmos nos ítens mais prosaicos, e entretanto eles existem. A avalanche de votos para os republicanos significa que eles criarão todos os obstáculos imagináveis para que os Estados Unidos enfrentem um problema que, afinal, foi criado em sua maior parte pelos americanos.”
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