Do Alemão ao WikiLeaks

Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

“Passados alguns dias depois da ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro pelas forcas da ordem (?), muitas dúvidas continuam a pairar no horizonte. Claro, para os colunistas de sempre e as autoridades responsáveis pelas operações militares está tudo ótimo.

Agora, o Exército que deu apoio logístico à investida policial poderá permanecer na área por pelo menos sete meses, segundo Sergio Cabral. Não é essa a missão das Forças Armadas, mas vale tudo neste momento para manter a ”pacificação”, inclusive agradar o Departamento de Estado norte-americano e o Pentágono que há décadas exortam os governos latino-americanos a transformarem os efetivos militares em forças policiais.

A maioria da população apoiou a operação. Não podia ser diferente, até mesmo pela verdadeira lavagem cerebral a que foram submetidos os telespectadores com as imagens em alta definição proporcionadas pelos canais. Uma pergunta deve ser feita: e o crime organizado propriamente dito, por onde anda? Os bandos que fugiam da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão podiam ser tudo, menos criminosos organizados.

A resposta à indagação sobre onde anda o crime organizado pode ser dadas pelas milícias, integradas por policiais militares, pessoal do Corpo de Bombeiros e outros do gênero, que já dominam várias áreas do Rio e, segundo as últimas informações, estão se dedicando também ao lucrativo trafico de droga.

Mas o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame parece que não está nem aí nesse sentido. Para ele, segundo declarou em uma entrevista a uma radio carioca, o grande perigo é o Comando Vermelho. E disse mais o Rambo do Governador Sergio Cabral, que o Comando é radical e perigoso, mas a outra facção, a Amigos dos Amigos (ADA), é mais pragmática e seus efetivos estão voltados para os negócios. Realmente, é no mínimo estranha essa declaração.

Todos os postes do Rio de Janeiro sabem que as bocas de fumo onde se comercializam as drogas só funcionam a pleno vapor porque policiais recebem propinas para fazer vista grossa. Maiores esclarecimentos podem ser dados pelo antropólogo Luis Eduardo Soares, ex-secretário de Segurança do Estado do Rio, que já denunciou várias vezes a existência da chamada banda podre da polícia e esse conluio.”
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